Um dos sonhos de todos os pais é que os irmãos sejam grandes amigos. Porém, muitas vezes, os próprios pais alimentam pontos negativos da relação entre irmãos, dificultando a criação de laços e aumentando a rivalidade entre eles.

Veja uma lista de 6 erros que os adultos comente na hora de cuidar da relação entre irmãos das crianças.

1. Comparar os irmão

Pode ser que a sua intenção, ao comparar as duas crianças, seja a de motivar o outro a se tornar melhor. Porém, o que você alimenta é uma rivalidade entre os irmãos. Além disso, a criança passa a gostar muito menos do irmão e de si mesma.

Se comparação funcionasse, todo mundo que segue aquela blogueira fitness teria um corpo igual ao dela, não é mesmo?

A autoestima é afetada consideravelmente pela comparação e, quando o objeto de comparação é o próprio irmão, é natural que a sensação de não ter valor seja mais intensificada. A criança comparada sentirá que não é boa aos olhos dos pais, e, por isso, menos amada que o irmão.

2. Não ouvir quando a criança precisa desabafar sobre o irmão

As crianças costumam ter relações de amizade diferentes dos adultos. Os amigos das crianças são, no início da infância, companheiros de brincadeiras. Então, o papel de ouvir desabafos é dos adultos, normalmente, dos pais.

Papo científico: a amizade entre as crianças começa a sair do concreto para o abstrato entre os 7 e os 10 anos. Isso significa que, antes disso, é natural que a criança não tenha laços tão altruístas com os amigos, como conversas para desabafar. Sabe quando seu filho conta que não é mais amigo de outro colega de sala porque ele não emprestou o lápis? É assim mesmo, as relações são vistas de uma perspectiva quase que exclusivamente concreta. Para saber mais leia esse artigo sobre amizade na infância.

Sendo assim, quando seu filho te procurar para reclamar do irmão, tente ser empático e apenas ouça o que ele tem a dizer. Se for o caso, dê sua opinião sem invalidar as reclamações da criança. Se sua postura for julgadora, provavelmente ele irá ficar ainda mais irritado com o irmão, e vai, aos poucos, deixar de procurá-lo quando tiver problemas.

3. Não ficar sozinho com cada um deles

Principalmente para os filhos mais velhos, o tempo sozinho com o pai ou a mãe é muito importante. Com a chegada de um novo irmão, o filho mais velho passa a dividir, também, o tempo dos pais. Então, é essencial que, sempre que possível, os pais dediquem momentos individuais para cada criança.

No casos de crianças com dois pais, fica mais fácil, já que um adulto pode sair para brincar com uma das crianças enquanto o outro cuida das outras crianças. No caso de pais solo, o desafio é um pouco maior, mas pode-se aproveitar o tempo em que uma das crianças está dormindo para focar no interesse da outra.

4. Tomar partido nas brigas entre irmãos

Eu costumo dizer para as crianças que quando um não quer, dois não brigam. Ainda que um tenha começado a discussão, quase sempre, é a reação do outro que desencadeia a briga, então, nada mais justo que os dois se responsabilizem pelo conflito.

Isso não significa que você irá culpar as duas crianças quando uma bate na outra, por exemplo. Apenas significa que você não irá escolher um lado, mas sim, orientar individualmente, conforme a ação de cada criança dentro daquele conflito.

Sim, eu sei que parece muito fácil na teoria, mas difícil na prática. Mas, a gente já sabe que educação dos filhos não é tarefa fácil mesmo. Faça aquilo que conseguir hoje e tente ser melhor a cada dia. Se você está lendo esse texto, já demonstra que você se preocupa em aprender mais sobre a educação dos seus filhos, e isso já te faz uma mãe ou um pai incrível!

5. Interferir em todas as discussões

Se o tópico anterior já era difícil, esse é ainda mais desafiador. Às vezes, é preciso dar um passo para trás na vontade de resolver todos os conflitos que aparecem na relação entre irmãos. O ideal é que você só interfira caso algum deles te peça ajuda ou se eles estiverem em risco.

Argumentar para resolver os próprios problemas irá fortalecer a relação entre irmãos, e criar laços mais duradouros entre eles. Ao conversar, eles precisarão exercitar a comunicação e a empatia, para compreender porque o outro ficou aborrecido.

Então, sempre que for possível, dê espaço para que as crianças resolvam o próprio conflito, e quando for ajudar, procure dar conselhos individuais, para que cada um aprenda como explicar para o outro porque está bravo ou triste.

6. Não compreender as diferenças

Cada criança é única, com seus próprios desejos e traços de personalidade. Eles irão falar e andar no seu próprio ritmo, ter mais facilidade ou dificuldade para lidar com os sentimentos, entre outras coisas. E isso os faz tão especiais e únicos.

Querer que um determinado comportamento de uma criança seja padrão para outra criança é ter expectativas nada realistas. O irmão mais velho é mais obediente, mas demorou mais a desfraldar, o mais novo desafia as ordens, mas desfraldou com facilidade, por exemplo.

Foque em estimular as potencialidades, ao invés de criticar as diferenças baseando-se na comparação, que a gente já sabe que não é boa, não é mesmo?

Tem experiências para contar sobre a relação entre irmãos aí na sua casa? Divide com a gente nos comentários.

Gostou do nosso conteúdo? Coloque seu e-mail abaixo e receba, semanalmente, dicas exclusivas no seu e-mail.

Deixe um comentário